Estudo de viabilidade de importação: como saber se vale a pena importar?
Encontrar um produto mais barato no exterior não significa, por si só, que a importação será vantajosa.
Entre o preço pago ao fornecedor e a chegada da mercadoria ao estoque da empresa, existem diversos custos que podem mudar completamente o resultado da operação. Toda essa análise faz parte do estudo de viabilidade.
Continue a leitura para entender como funciona o estudo de viabilidade de importação e por que ele deve ser feito antes de fechar uma compra internacional.
O que é análise de viabilidade de importação?
A análise de viabilidade de importação avalia os principais custos, exigências e condições da operação para entender se vale a pena importar determinado produto.
São considerados o custo da mercadoria nacionalizada, a tributação, a logística, as exigências regulatórias e a margem esperada.
Com essas informações, a empresa consegue avaliar a rentabilidade e tomar uma decisão mais segura antes de fechar a compra.
Como funciona um estudo de viabilidade de importação?
Cada operação possui características próprias, mas alguns pontos são fundamentais para avaliar a viabilidade. São eles:
1. Custo do produto
O primeiro ponto é analisar o valor negociado com o fornecedor e as condições da compra.
Quantidade mínima, especificações do produto, Incoterm e condições de pagamento também podem influenciar o custo final da operação.
Por isso, comparar apenas o valor pago ao fornecedor estrangeiro com o preço praticado no Brasil pode levar a uma conclusão equivocada.
2. Tributação da operação
A classificação fiscal do produto, a NCM, é fundamental para entender os tributos e possíveis tratamentos aplicáveis à importação.
A partir da NCM e das características da operação, é possível avaliar as alíquotas dos impostos e verificar se existem situações específicas que podem alterar o custo da operação.
Dependendo do produto, também podem existir medidas como antidumping ou tratamentos tributários específicos que precisam ser considerados no cálculo.
3. Frete e logística internacional
O estudo considera o frete internacional, seguro, movimentação da carga e demais despesas relacionadas à logística.
O modal escolhido e as características da carga também podem alterar significativamente o custo e o prazo da importação.
4. Despesas de desembaraço
A nacionalização da mercadoria envolve despesas que vão além dos impostos.
Taxas, armazenagem, despesas portuárias ou aeroportuárias e custos relacionados ao desembaraço aduaneiro também devem ser considerados para calcular o custo final da operação.
5. Exigências regulatórias
Nem todo produto pode ser importado da mesma forma.
Dependendo da mercadoria, podem existir licenças, registros, certificações ou exigências de órgãos anuentes como o Inmetro, Anatel e Anvisa.
Ignorar essa etapa pode gerar custos adicionais, atrasos e até impedir a entrada regular da mercadoria no país.
6. Prazo e lead time
O tempo necessário para produzir, preparar, embarcar, transportar e nacionalizar a mercadoria também deve fazer parte do estudo.
O lead time é especialmente importante para produtos sazonais ou operações que dependem de uma data específica para comercialização.
Uma operação pode apresentar um bom custo, mas deixa de ser interessante se o prazo não atender à necessidade da empresa.
7. Margem e potencial de venda
Depois de levantar os custos, é necessário comparar o resultado com o preço pelo qual o produto poderá ser comercializado.
A análise deve considerar o custo de importação, o mercado, a concorrência e a margem desejada.
Assim, a empresa consegue entender se há espaço para trabalhar com um preço competitivo e manter uma margem adequada.
Como saber se uma importação é realmente viável?
Uma importação tende a ser viável quando o custo final permite trabalhar com uma margem adequada e existe demanda pelo produto.
Não existe um percentual único que determine se uma operação vale a pena. A decisão depende do produto, volume, mercado, custos envolvidos e estratégia da empresa.
Por isso, a análise deve considerar a operação como um todo, e não apenas o preço pago ao fornecedor.
O que pode tornar uma importação inviável?
Alguns fatores podem fazer com que uma operação que parecia interessante deixe de ser vantajosa.
Entre eles estão:
Custo final muito próximo ou superior ao preço praticado no mercado nacional;
Tributação elevada para o produto;
Frete internacional com impacto significativo no custo;
Exigências regulatórias que aumentam o investimento ou o prazo;
Quantidade mínima de compra incompatível com a demanda;
Prazo de entrega que não atende ao planejamento da empresa;
Margem de lucro insuficiente;
Fornecedor sem condições adequadas de preço, qualidade, prazo ou produção.
Identificar esses pontos antes da compra permite ajustar a operação ou, quando necessário, decidir por não importar.
Quando fazer um estudo de viabilidade de importação?
O ideal é realizar o estudo antes de fechar a compra com o fornecedor.
Ele é especialmente importante quando a empresa está avaliando um novo produto, um novo fornecedor ou uma primeira importação.
Também pode ser útil para comparar diferentes fornecedores, quantidades, modalidades de transporte ou cenários de custo.
Quanto mais cedo a análise for feita, maior a possibilidade de ajustar a operação antes de assumir compromissos financeiros.
Como a Voxy Trade realiza o estudo de viabilidade de importação?
A Voxy Trade realiza estudos de viabilidade para empresas que desejam avaliar uma nova operação de importação.
O trabalho parte das informações do produto e do cenário de compra para identificar os principais pontos que devem ser considerados antes de avançar com a operação.
O resultado é um panorama que ajuda o importador a entender melhor o cenário e tomar sua decisão.
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Ni hao e até a próxima! 🚀🌍
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